Nova solução geoespacial analisada pela Egis promete benefícios para companhias aéreas na África

A solução ainda permite ganhos ambientais para todo o planeta 

Uma análise de custo-benefício conduzida recentemente pela Egis para a Agência de Segurança da Navegação Aérea na África (ASECNA), apoiada pelo Sistema Europeu Complementar Geoestacionário (EGNOS), avaliou em mais de 625 milhões de euros a lucratividade da navegação por Sistema de Aumento Baseado em Satélite (SBAS*) para companhias aéreas que operam em território africano e apontou uma redução nas emissões de CO₂ de mais de 7 milhões de toneladas entre 2025 e 2045 devido à utilização da solução. 

Estudos têm mostrado que o SBAS pode melhorar de forma significativa e sustentável a segurança e eficiência de vôo e será especialmente benéfico na África, onde o índice de limites de pista atendidos por abordagens de precisão é de apenas 15%. Agora, a nova análise de custo-benefício realizada pela Egis, com auxílio da Thales e inserida no programa SBAS liderado pela ASECNA para a África e o Oceano Índico, examinou especificamente os lucros do SBAS para as companhias aéreas, as usuárias do sistema.

A análise mostra que, para as operações do espaço aéreo da ASECNA, o lucro líquido das companhias aéreas será de mais de 300 milhões de euros. Para operações em todo o espaço aéreo subsaariano, o lucro líquido excederá 650 milhões de euros. Em termos de tempo de retorno, o investimento das companhias aéreas na capacidade aerotransportada do SBAS é reembolsado em dois a quatro anos após a implementação operacional do sistema.

*Sigla internacional